quarta-feira, 15 de julho de 2015

Aniversários Mal Ditos




Aniversários. Há quem ame, e há quem odeie. Eu sempre gostei, ganhar presentes, me sentir uma pessoa especial por um dia, e eu sempre tive o privilégio de dividir essa data com alguém mais do que especial, que hoje não sopra mais velinhas comigo, mas que nunca vai deixar de estar ao meu lado.

De todo modo, ele nos lembra da passagem do tempo. De que estamos vivos, ou de quem não está mais. São ciclos que nos permitem pensar em novos planos, novos rumos, mais ou menos como faz o ano-novo....que nada mais é do que o aniversário do ano.

Uma chance de renascer a cada ciclo completo, nos fazemos promessas, nos fazemos cobranças, queremos saber se naquela idade que chega, estamos onde deveríamos estar.

Hoje o aniversário de uma pessoa muito querida se aproxima, e junto com isso, um incrível sentimento de vazio ao lembrar de quem não estará por perto, mas deveria, pelo menos no meu modo egoísta de ver.

Vou celebrar com ela com todo o amor e carinho que a data merece, tentar preencher um vazio impossível, e tentar perceber que nesse novo ciclo, uma nova realidade se apresenta, e junto com ela, novas aspirações precisam aparecer também.

A dolorosa imagem de uma celebração sem alguém, deve ser sempre superada pela celebração de quem está por perto. Curtir cada momentinho, cada sopro de vela, possuir cada segundo que o mundo nos dá.

E é assim, através de uma sequência infelizmente finita porém maravilhosa de aniversários, que poderei jurar para o mundo que eu estive vivo.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Tecnologias Mal Ditas

Somos muito acostumados à tecnologia. Falo por mim, sou quase viciado. Ela agiliza a comunicação, faz o mundo ser pequeno. Com poucos cliques falamos com pessoas em NY, Tóquio ou com a mesa ao lado. Acho um pouco cliché dizer que isso também afasta o contato humano verdadeiro, não concordo com isso. Apenas temos mais contato com pessoas que talvez não tivéssemos nenhum.

O grande problema, pra mim, é a ansiedade que essa tecnologia gera. Quem nunca ficou afoito, olhando para o telefone esperando ele tocar, ou um alerta de mensagem, ou até na rua esperando o carteiro para os mais antigos.

Mas hoje, a tecnologia já tem requintes de crueldade. Recebi uma mensagem outro dia, a pessoa recebeu uma notificação de que eu visualizei, e assim, a bomba relógio está armada. No dia seguinte, já recebo novas mensagens, mas dessa vez com as reclamações de que não respondi, de que não me importo, e de que sou um monstro sem consideração.

A armadilha está nisso. A pessoa não estava ao seu lado, não sabe porque não respondeu. Nem em que situação supostamente visualizou. No meu caso, estava num local totalmente sem sinal, abri o celular apenas pra checar a previsão do tempo, abri as mensagens por acidente, fechei, vi a previsão e desliguei o telefone. Sem me dar conta da hecatombe que estava por vir.

Claro, esse é um caso extremo. Mas muitas vezes nos pegamos pensando se a pessoa se ofendeu com a última piadinha que mandamos, ou com algo irônico que não teve o devido tom explicitado na mensagem. Simplesmente porque ela demorou pra responder. São tantas e incontáveis possibilidades para essa demora, que a última coisa a se pensar é que a pessoa te odeia, ou que não se importa.

E aquela ansiedade nos domina, como é uma tecnologia mal dita, tende a nos colocar em situações onde um simples esquecimento, se torna um caso crônico de abandono.

Sei que a pessoa que me mandou a mensagem talvez nunca leia esse texto, ou se ler, talvez não se identifique, mas as pessoas têm que entender, que se eu estou num ponto de trocar mensagens com ela, é porque eu já me importo, em alguns casos, só troco mensagens porque amo, e nenhum aviso de leitura mal dito pode mudar isso. Mandem suas mensagens, conectem-se com o mundo, mas não se esqueçam nunca de que a tecnologia tem o propósito de criar soluções, mas às vezes cria apenas novos problemas.


domingo, 21 de junho de 2015

Cicatrizes Mal Ditas

Todos nós temos cicatrizes. Dos mais variados tipos. Aquela esfolada no joelho descendo a rua num rolimã, um relevo permanente na cabeça de um descuido durante um disputado pega-pega na terceira série. Temos as mais sérias, de uma cirurgia, que deixa pontos, marcas que podem ser esteticamente preocupantes. Ou ainda as emocionais, essas sem dúvidas, as mais complexas.

Dentre todas essas, o processo de cura parece ser o mesmo. Arde muito quando acontece, fica coçando enquanto cicatriza, e depois continua como uma lembrança indelével daquele momento em que ela aconteceu.

Como é bom cutucar uma casquinha que está querendo cair, e quando cai, uma pele novinha por baixo. Ou tirar os pontos, sentir o alívio que isso proporciona, até sentirmos que algo está totalmente curado, cicatrizado.

Mas não funciona assim pras cicatrizes emocionais. Elas não têm casquinha pra gente cutucar, nem pontos pra tirar. E apesar de sentirmos que está tudo bem e cicatrizado, é uma ferida que ainda continua aberta, e que com um simples cutucão volta a doer imensamente.

Foi um sonho. Não. Uma sequência de sonhos. Sonhei que estava tudo bem, que conversávamos normalmente e amigavelmente, apesar do cuidado mútuo. Pude te abraçar. Nada mais que isso. E quando acordei, aquela ferida fechada e esquecida reabriu como uma fenda de lava, entorpecendo, aquecendo e doendo.

Já faz pouco mais de dois anos que não nos falamos, nem um simples oi. Você já me buzinou o carro agradecendo a passagem, sem saber que eu era eu, pois senão sem dúvida teria jogado em cima de mim. Mas a ferida só abre mais e mais, e acho que é algo que nunca poderei cicatrizar.

É uma cicatriz mal dita, pois ela me lembra constantemente da dor que sinto ter causado em você, e acho que ela é até justa, para compensar todos os danos e cicatrizes que eu sei que causei.

Mas de tudo que essa cicatriz é diferente das outras, elas tem algo fundamental em comum. São uma lembrança indelével de todos os momentos que a causaram, e como sempre digo, melhor do que não se machucar, é se machucar por algo que vale muito a pena.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Chances Mal Ditas

Temos muitas chances na vida. Uma amiga minha, linda, inteligente, aventureira, "reclamou" sobre não conseguir arrumar um namorado. Não é um caso grave. Ela vive muito feliz sozinha, não é o tipo de pessoa que busca outra para suprir as próprias carências. Apenas quer um cara legal pra dividir bons momentos da vida. Óbvio que pra ela o único problema é arrumar um cara "sério", pois freelancers sem dúvida devem se alinhar atrás dela. Mas o que seria esse cara "sério" ? Como reconhecer um ?? Será que essa amiga deveria preparar um formulário de múltipla escolha e depois de avaliadas as respostas, decidir se é um cara que vale a pena ou não ?

É aí que entram as chances.

Temos que dar chances pras coisas acontecerem. O cara não a chama pra sair. Isso é um fato. 

Dentre as causas, pode ser que ele seja muito ocupado, pode ser por ter outras 200 garotas na fila, ou pode ser por falta de interesse. Em qualquer um dos casos, a chance é decisiva. Dar uma chance ao cara, tomar a iniciativa, pode fazer com que todos os outros fatores caiam por terra, as 200 garotas da fila continuarão aguardando, o interesse pode ser despertado, e todos os outros compromissos passarão a segundo plano. Tudo isso pode acontecer com apenas UMA chance bem aproveitada.

Ah, mas ele pode achar que sou fácil. Essa é a argumentação de 11 a cada 10 garotas no que diz respeito a tomar a iniciativa. E meu posicionamento sobre isso é simples, se ele realmente achar que você é fácil, e deixar de querer algo com você por isso, é porque ele é um idiota machista que vive no século XIII. Portanto, se deixar de ter algo com o cara porque tomou a iniciativa, é um favor que ele lhe fez.

Outro argumento muito usado é sobre "eu tenho que me valorizar". Concordo. Em partes.

O que são seus valores, são seus valores, não importa o que faça. Pra mim, se valorizar é buscar ser feliz, e dane-se o que todo o resto do planeta pensa ou julga. Ninguém calça seus sapatos, ninguém sabe das suas dores, portanto, pra mim, a maior valorização que existe, é buscar a felicidade sem se importar com o que podem julgar das suas escolhas. E um cara só vai correr atrás de algo que ele sabe que existe, de algo que ele já tenha um mínimo de apreço, que só pode evoluir com as chances.

Agora, de tudo isso que eu falei, tudo pode só acontecer porque você deu uma chance...você SE deu uma chance a mais de ser feliz. Pode dar tudo errado, o cara nunca topar, o encontro ser uma merda homérica, mas de todo modo, nada teria acontecido sem essa simples chance. Mas a chance de dar certo existe, sempre tem que existir, mesmo que seja uma em um milhão.

Claro algumas chances são pura perda de tempo. Mas só dando uma chance pra descobrir.


terça-feira, 17 de março de 2015

Amores mal ditos

Pouca coisa na nossa vida será tão mal dita como o amor. Teremos amores não correspondidos, secretos, impossíveis, errados, certos, simplesmente de todos os tipos de amor, e raramente eles serão explicitados ou plenamente esclarecidos.

Às vezes nos apaixonamos por uma idéia, às vezes por um corpo, ou por um simples olhar. E raras vezes nos apaixonamos por tudo isso junto, e é aí meu amigo, que teremos um problema.

Comecei esse blog por amor. Um amor que não terminou, mas não exatamente começou. E o amor é infinito, e imensurável. Mas insistimos em querer quantificá-lo ou limitar o seu alcance. 

Várias vezes na vida tive que tratar o amor como uma estrela. Tive que escolher entre um brilho distante, e constante, ou uma estrela cadente, que com seu calor e brilho intenso pode nos cegar, tirar do eixo, mesmo que por um breve momento.

Já optei por ambos, tenho estrelas brilhantes que estão lá há tempos, quase como um porto seguro onde posso olhar e me sentir bem. Mas já tive incríveis estrelas cadentes, que me queimaram e foram queimadas, e que deixaram cicatrizes, e que valeram cada segundo de sua breve duração.

Seja você quem for na vida de outra pessoa, uma estrela distante, ou uma estrela cadente, aproveite a segurança da distância ou o calor do momento, nunca deixe de amar e se sentir amada, porque em qualquer caso, sempre terá uma história brilhante pra lembrar.


domingo, 15 de março de 2015

Sonhos mal ditos

Sonhos são como Deuses. Se você deixa de acreditar, eles deixam de existir. Essa frase me foi ensinada por uma queria amiga, mentora, e que mudou minha vida, mesmo ser ter consciência de ter feito isso.

Sempre sonhei muito, desde ser um astronauta, até um dia trabalhar com grandes astros famosos. Não virei astronauta, mas conquistei incontáveis outros sonhos que passaram a existir conforme o tempo corria.

O oposto dos sonhos são os pesadelos. Felizmente tive poucos, mas ainda luto para sair de um deles. E nada melhor do que um sonho para combater um pesadelo.

Nesse fim de semana pude realizar mais um, um sonho que eu nem sabia que tinha, mas que sinto um orgulho enorme de ter realizado. Sei que fiz um velho num barco sorrir com meu feito. 

Ás vezes passamos a vida perseguindo um sonho mal dito, que pode se tornar um pesadelo, quando temos infinitos outros sonhos para sonhar, e realizar.

Isso pode facilmente ser confundido com comodismo, com "vamos sonhar apenas o que podemos realizar". Não é isso, apenas temos que ter consciência de que alguns deles têm em sua essência, a necessidade de continuarem sendo apenas sonhos. 

Realizáveis ou sabidamente impossíveis, temos que ser criativos, pois os sonhos, assim como os Deuses, nunca podem deixar de existir.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Perigo na estrada

Pé na estrada. Seguimos adiante, diante do esperado, mas ainda desconhecido. Queremos chegar logo, nossa pressa inerente faz o relógio correr diferente. 

A estrada leva adiante, deixa as coisas pra trás, as analogias são incríveis. Desde sempre associo pegar a estrada com seguir adiante.

Às vezes precisamos fugir, as vezes correr, e em outras apenas andar sem destino. Nem sempre conseguimos deixar pra trás o que queremos. Muitas vezes, o que nos motivou a começar a correr, estará esperando por você na volta. Isso nos leva a pensar que não basta correr, temos que saber para onde correr.

Pegar uma curva desconhecida é sempre perigoso e emocionante, e é também o único modo de chegarmos onde nunca formos. Ou de conseguir fugir do que queremos.

Estou agora na estrada, fugindo de algumas coisas, indo atrás de outras, mas a espera pelo desconhecido sempre me fascinou. Não adianta eu ter medo, como disse em outro post, então tenho que encher o peito e meter o pé, na estrada por enquanto.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Medos mal ditos

Temos muito medo de tudo. Temos medo de violência, de altura, do escuro e acho que um dos maiores de todos, de sofrer. É um dos nossos mais primitivos mecanismos de sobrevivência.

Mas o que nos faz sofrer ? Sermos desprezados por quem amamos ? Perdermos um ente querido ? Dor física ? Tudo isso traz uma dose de sofrimento, mas o medo impede alguma delas de existir ?

O medo de altura pode te impedir de ir a lugares altos, portanto você nunca vai cair de um lugar alto. Nesse caso, o medo te protege.

Mas e o medo de sofrer, tem alguma utilidade ? Você pode antecipar que aquela pessoa tão agradável hoje, vai fazer você chorar por semanas consecutivas ?
Não, não pode adivinhar. Mas pode evitar de sofrer se não se envolver com ninguém. Nunca. Se você nunca se envolver, nunca vai sofrer, parece lógico, é lógico, mas também é completamente insano.

Vai deixar de aproveitar tudo de bom que uma relação pode trazer, porque lá na frente pode se magoar ? Já cansei de ouvir isso de amigas. "Ahhh mas ele não presta !", ou as próprias amigas dizem como se tivessem bola de cristal: "ele vai te magoar". É um alerta com a melhor das intenções, mas ela vai evitar de se magoar E de viver aquela relação.
Pode durar 2 meses, 5 anos, 60 anos, só o tempo vai dizer, mas as relações precisam começar, e o medo de se magoar impede muitos inícios, mas nunca vai impedir a mágoa, pois essa é inevitável em todo fim de relação. Final esse, que provavelmente não terá qualquer relação com os medos iniciais.

Não temos como prever de onde o sofrimento vai surgir, uma perda repentina na família, um acidente na estrada, pode vir de qualquer lugar, então onde temos um mínimo de controle, queremos usá-lo, mas é tão inútil quanto esperar que um dia nublado fique ensolarado só com o poder da mente.

Vença sempre seus medos, uma relação fadada ao fracasso, provavelmente vai fracassar, e você vai sofrer no final, mas aproveite a viagem, aprenda com ela, pois o Titanic estava destinado ao sucesso, e afundou. Porque algo destinado ao fracasso, não pode virar um inesperado sucesso ?

Esse é o momento de vencer seu medo mal dito, e torcer pelo melhor, pois você não vai poder evitar o pior, mas pode se divertir muito no caminho.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Segredos mal ditos

Uma grande amiga. Todos temos uma grande amiga, ou amigo. Ela nunca foi mais que isso porque não quis. Tomei o friendzone nivel máximo, ela me conta dos peguetes, eu conto da minha vida e assim seguimos. Felizmente com ela, temos um nível de intimidade máximo. Não existem segredos entre nós. E é justamente esse o maior problema em termos algo além de amizade.
Segredos são importantes para qualquer relação, e é algo saudável, até certo ponto, claro.
Sou consciente de que meu nível de segredos beira o patológico, basta ver meu cuidadosamente escolhido pseudônimo.
Mas pense, como qualquer relação vai pra frente com você sabendo tooooodos os segredos, vontades e realizações anteriores do seu parceiro ?
Pra mim, tudo numa boa, mas são poucos capazes de receber numa boa que uma garota já participou de festas mais do que animadas, ou de que aquele garoto lindo já passou nas mãos de todas as garotas do andar. Não importa o que vai ser dali pra frente, mas as pessoas dão muito valor ao passado, e por isso manter alguns segredos é tão importante.
E os segredos do presente ? São igualmente importantes. Eles fazem parte da nossa identidade, dos sonhos que só nós temos, que podem ser bobos ou incríveis aspirações, pode ser uma fantasia sexual altamente picante com um colega de trabalho, ou uma veia musical guardada em sigilo, não importa, nossos pequenos ou grandes segredos nos mantém únicos, nos fazem acordar pela manhã e dar um sorriso bobo ao lembrar de algo que só nós sabemos. Não ter segredos com essa amiga, nunca vai me permitir chegar muito perto dela, mas ter o dobro de motivos para um sorriso bobo também é bem divertido.
Não existem segredos mal ditos, se ele foi dito, a quem quer que seja, nunca mais será um segredo, por isso me sinto tão privilegiado que dentre 7 bilhões de pessoas no mundo, uma delas possa realmente saber tudo de mim, mesmo que isso me impeça de ter tudo dela.

Mentiras mal ditas

Mentir.Todo mundo mente. Desde um "bom dia", quando seu dia está um horror, até um "nem parece que você engordou". Já menti das mais variadas formas e situações, mas por incrível que pareça, nunca menti para uma garota.Calma, eu explico.

Nunca disse que sentia algo sem sentir, nunca elogiei algo que não merecia elogio. Nunca disse eu te amo sem realmente amar. É claro, nesse momento, podemos pregar peças em nós mesmos. Achamos estar amando, quando estamos "só" apaixonados.

Mas no fundo não seria a mesma coisa ?

Um amor com a data de prescrição breve de uma paixão, ainda é amor. Ele vai deixar sua vida miserável, vai tirar seu sono, sua fome, seu sossego, e você vai gostar. E vai querer mais.

Quem me conhece superficialmente, vê de fora e julga, e tem a certeza absoluta, ao me ver entrando e saindo de relações mais ou menos profundas, que eu engano todas essas meninas. Nunca enganei. Já omiti coisas, admito, mas nunca enganei. Nunca disse que seria algo que não poderia ser. 

Já perdi contato com pessoas que eu amei profundamente, porque se sentiram enganadas. Mesmo eu sempre tendo falado a verdade. A ilusão de algumas situações vem em decorrência de uma sequência real de eventos, um beijo que encaixa melhor, um toque mais bem dado, e aquilo que era apenas um desejo remoto, passa a ser um pensamento constante.

Falar sobre isso com a pessoa, acaba soando como uma declaração constante de amor, e realmente é, mas não quer dizer que seja pra sempre, mas isso machuca a todos se não puder ser algo permanente.

Não estamos acostumados a prazos de validade, nos ensinaram que tudo tem que ser pra sempre, sempre.

É assim, as duas partes se envolvem em uma realidade momentânea, e aquilo se torna um beco sem saída. Mesmo sem nunca ter mentido, a coisa toda sai de controle e me faz pensar que às vezes, só as vezes, mentir um pouco pode fazer até bem.

Então, nada de dizer o quanto aquele beijo mexeu com você, muito menos dizer que pensou na pessoa a semana toda porque isso, apesar de ser verdade, vai criar expectativas e ilusões, que em última instância podem levar ao fim de tudo, e pela minha experiência, realmente leva.

Em todo caso, não vou começar a mentir agora. Prefiro que saibam o quanto mexeram e mexem comigo, e que tudo acabou em uma sequência de coisas verdadeiras, que se somaram e se tornaram uma grande mentira mal dita.

H.B.

terça-feira, 10 de março de 2015

Bem vindos ao meu ponto de vista

Olá, escrevo sem saber por quem, ou quanto serei lido, mas usarei esse espaço para compartilhar minhas experiências de relações humanas. Estou longe de ser indicado à canonização no Vaticano, mas também não sou tão mal quanto podem pensar. Sou o monstro que criarem, um monstro dedicado a ser feliz, a qualquer preço, e esse preço às vezes é muito alto, e me custa a saudade de algumas pessoas, algumas situações e amores.

Mas tudo na vida é questão de perspectiva. De ponto de vista. Como na imagem que ilustra esse post.

Diante de muitas questões, uma simples foto, que um querido e atualmente distante amigo postou, me fez refletir sobre tudo isso. O tempo que passou, os problemas que tive e tenho, que me fizeram criar esse blog, e quando penso em saudade, essa simples foto me fez rever o sentido dessa palavra. Não só pela presença de cada um daquela imagem, mas por tudo que ela representa. A saudade não só das pessoas, mas de uma época toda, não melhor nem pior que a atual, mas diferente, com questões fundamentais de então, que hoje são nada. Portanto, questões e pessoas fundamentais de hoje, em breve serão nada. Mas sei que, sem dúvida, deixarão muita saudade....