Aniversários. Há quem ame, e há quem odeie. Eu sempre gostei, ganhar presentes, me sentir uma pessoa especial por um dia, e eu sempre tive o privilégio de dividir essa data com alguém mais do que especial, que hoje não sopra mais velinhas comigo, mas que nunca vai deixar de estar ao meu lado.
De todo modo, ele nos lembra da passagem do tempo. De que estamos vivos, ou de quem não está mais. São ciclos que nos permitem pensar em novos planos, novos rumos, mais ou menos como faz o ano-novo....que nada mais é do que o aniversário do ano.
Uma chance de renascer a cada ciclo completo, nos fazemos promessas, nos fazemos cobranças, queremos saber se naquela idade que chega, estamos onde deveríamos estar.
Hoje o aniversário de uma pessoa muito querida se aproxima, e junto com isso, um incrível sentimento de vazio ao lembrar de quem não estará por perto, mas deveria, pelo menos no meu modo egoísta de ver.
Vou celebrar com ela com todo o amor e carinho que a data merece, tentar preencher um vazio impossível, e tentar perceber que nesse novo ciclo, uma nova realidade se apresenta, e junto com ela, novas aspirações precisam aparecer também.
A dolorosa imagem de uma celebração sem alguém, deve ser sempre superada pela celebração de quem está por perto. Curtir cada momentinho, cada sopro de vela, possuir cada segundo que o mundo nos dá.
E é assim, através de uma sequência infelizmente finita porém maravilhosa de aniversários, que poderei jurar para o mundo que eu estive vivo.

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